A iluminação a LED tem como principal atrativo a economia de energia que proporciona em relação às lâmpadas tradicionais em uso atualmente, mas muitos ainda têm dúvidas se realmente é vantajoso fazer a substituição ou se é melhor aguardar a tecnologia se consolidar (ainda mais) e os preços caírem a patamares mais baixos.

Existem vários fatores para essa decisão, mas o principal deles tem sido o custo, e destacamos também a confiabilidade.

Muitos consideram que o preço ainda está alto, e que preferem aguardar o preço cair mais, para somente então adotar a iluminação a LED.

Nesse ponto, nossa observação é que realmente os preços têm uma tendência decrescente, mas já é possível afirmarmos que, para os produtos de iluminação a LED mais usados, já temos um relativo patamar de acomodação de preços atingido, devido ao grande número de fabricantes e vendedores, ou seja, a concorrência de mercado já agiu no sentido de cortar os excessos nos preços, e a velocidade de queda já não é tão acentuada.

Daqui para frente, embora o avanço da tecnologia e o espaço que ainda há para aumento da demanda possa traduzir-se em redução de preços, já não será uma redução tão significativa, ao ponto de justificar o adiamento da modernização.

Quanto mais tempo for adiada a atualização, maior será a perda de recursos com a conta de energia elétrica para iluminação, que pode ser reduzida, já no primeiro mês após a instalação, em no mínimo 50% (nas potências mais altas, a redução chega a ser de 70% ou mais).

Em busca da desejada redução ainda maior nos preços, a tendência atual tem sido alguns fabricantes (e importadoras que trazem produtos da China) abrirem mão da qualidade, reduzindo especificações e buscando matéria-prima mais econômica e LEDs mais baratos (às vezes até mesmo rejeitos de produção), ao ponto de já encontramos lâmpadas que se quer utilizam alumínio na sua composição para dissipação de calor do LED, ou seja, podem custar bem menos, mas também terão uma durabilidade muito menor.

É mais ou menos como acontece com qualquer produto eletrônico: antigamente um televisor durava 20 anos, hoje, se chegar a 10 anos já está ótimo, principalmente porque o tempo todo somos estimulados a consumir, por isso novos modelos com mais recursos e novas tecnologias são frequentemente lançados pelas indústrias, visando estimular a troca.

Com o mercado de Iluminação a LED também vamos ter um ponto intermediário ideal: produtos não tão caros e excelentes, e nem tão baratos e muito ruins (assim esperamos).

Uma lâmpada LED mais antiga, projetada para 50.000 horas de vida útil (em determinadas condições de uso), atualmente tem sua "equivalente" oferecida com vida útil de 15 mil horas, por dois motivos: primeiro devido a uma revisão nos projetos para redução de custos; segundo devido ao maior conhecimento do mercado, que já sabe que uma lâmpada de LED dificilmente vai durar mais que 20 mil horas, devido às condições em que normalmente será utilizada: uma lâmpada ao ar livre pode durar o dobro que a mesma lâmpada instalada em uma luminária ou lustre mais fechado, onde o ar não circule com total liberdade em torno da lâmpada, e na maioria das aplicações a lâmpada não estará totalmente ao ar livre, por isso os fabricantes sérios têm sido mais honestos em suas promessas, principalmente os que têm uma marca consolidada a preservar.

Nossa recomendação, para decidir-se pelo uso do LED ou não, é avaliar o tempo de uso da iluminação, o tempo de aproveitamento de uma lâmpada ou luminária em sua instalação (se não haverá alteração de lay-out, ou seja, se o ambiente poderá ficar com a lâmpada ou luminária escolhida por mais de 3 ou 4 anos), qual o custo atual para manutenção, qual a frequência atual de trocas e o impacto nas atividades do ambiente, etc., e confrontar tudo isso com o valor do investimento e o tempo para recuperá-lo.


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As duas tabelas abaixo correspondem a planilhas que demonstram condições onde é vantajoso substituir, hoje mesmo, a iluminação tradicional pelo LED, calculando a economia proporcionada e o tempo para recuperar o investimento.

Consideram instalações onde a iluminação é utilizada 11 horas por dia, respectivamente 6 dias por semana e 7 dias por semana.

Tubular LED 22W x Fluorescente 40W - Escritórios
tubular led22w_fluorescente40w



Luminária LED 135W x Vapor Metálico 400W - Indústrias e Postos de Combustíveisled135w_vapor metalico400w

Clique nas tabelas acima para baixar as planilhas comparativas e simule diferentes situações de uso, conforme a quantidade de lâmpadas e a frequência média de utilização, alterando as células em laranja (inclusive custos). Assim você poderá decidir-se sobre a viabilidade de substituir a iluminação atual por LED.

Naturalmente, em uma residência onde a iluminação seja utilizada somente 4 a 5 horas por dia (somente à noite), e muitos cômodos não tenham a luz acesa sequer por 1 hora ao dia, o LED pode ser pouco vantajoso, pois demoraria muito mais tempo para recuperar o investimento, mesmo existindo os benefícios imediatos. Porém, se o objetivo é variedade de cores, melhor aspecto decorativo e sofisticação do ambiente, certamente o LED será a escolha ideal, não mais por questões econômicas, mas por um propósito específico.

Importante considerar, ao decidir-se pelo LED, que no mercado encontra-se dezenas de marcas desconhecidas, que não param de proliferar, com preços que vão de um extremo a outro para produtos visualmente idênticos ou muito parecidos, podendo confundir sua escolha.

Habitualmente, costuma-se nivelar todos os produtos parecidos como iguais, baseando-se somente na aparência ou especificação técnica colocada no papel, mas há uma enorme diferença entre um LED de excelente qualidade e outro de péssima qualidade, que normalmente não é percebida no ato da compra, e muitas vezes só é possível atestar essa diferença com instrumentos adequados para testá-los.

Depois de uma compra errada, os problemas podem começar muito cedo, ou somente depois de 2-3 anos de uso, com queda precoce da intensidade luminosa, queima sem motivos externos, deslocamento na tonalidade da luz emitida (a luz pode ficar mais azulada), entre outras degradações.

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) tem trabalhado em normas e padrões para regulamentar as especificações para importação de LEDs, lâmpadas e luminária a LEDs.

Com a normatização e a regulamentação das importações, espera-se minimizar a quantidade de produtos a LED de baixa qualidade, baixo preço e baixa garantia que hoje inundam o mercado do Brasil e do mundo, numa escalada sem precedentes.

Atualmente, há muitos produtos disponíveis e raríssimos controles de qualidade e eficiência, por isso, com a normatização e o aumento das exigências de qualidade, a tendência é ter os preços mais parecidos entre diferentes marcas, e até uma possível elevação dos preços médios, à medida que os produtos de baixa qualidade sejam barrados e expurgados.

 


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